Ana Sarkovas
Co-fundadora · SO—BRAdvogada e fundadora da Lema Gestão de Impacto. Trajetória em direito, governança e estratégia ESG. Embaixadora da Purpose Foundation no Brasil e conselheira do Grupo Gaia.
Edital & proposta institucional · Brasil · 2027
Uma chamada para documentar — com rigor acadêmico e linguagem comum — as empresas brasileiras que protegem seu propósito pela estrutura de propriedade.
01 — O projeto
O Brasil ainda não documentou, com rigor e linguagem comum, como empresas daqui protegem seu propósito pela estrutura de propriedade. Este projeto identifica os primeiros casos — e os reúne em uma obra pública de referência.
Convida pesquisadoras e pesquisadores a produzir estudos de caso de empresas sediadas no Brasil que adotam steward ownership — ou modelos com vocação de transição para ele.
Para famílias empresárias que buscam perenidade; para a academia, que ganha um objeto novo; e para institutos, fundações e family offices que apoiam a construção de um repositório público de conhecimento.
O interesse por steward ownership no Brasil cresce mais rápido que a evidência disponível. Com seis empresas estudadas, o país passa a contar com referências práticas, jurídicas e de governança ancoradas na realidade.
Apoio financeiro para viabilizar produção, publicação e comunicação dos casos. A FJLES é parceira âncora; buscamos apoiadores que completem o orçamento e ampliem o alcance do lançamento.
02 — Por que a propriedade importa
A estrutura de propriedade é a decisão mais silenciosa e mais duradoura de uma empresa. Steward ownership responde a isso por dois princípios simples e exigentes.
O controle permanece com quem está ligado à operação e à missão — os stewards — e não pode ser comprado, herdado automaticamente ou especulado. Direitos de governança e direitos econômicos são separados.
Os lucros são meios, não fins: são reinvestidos, compartilhados com quem constrói a empresa ou destinados ao propósito. O que excede é redistribuído, não extraído.
Empresas como Bosch, Zeiss, Novo Nordisk, Patagonia e Ecosia mostram que o modelo é compatível com escala, inovação e competitividade. O que ainda falta é a demonstração brasileira.
“É por entre as brechas do sistema que podemos revelar e resgatar o papel essencial das empresas enquanto agentes de transformação social.”
Luiz Seabra · Cofundador da Natura &Co
03 — A oportunidade no Brasil
O Brasil não possui uma forma jurídica própria para steward ownership. Na prática, o modelo é construído pela combinação de instrumentos existentes — e é essa engenharia que o edital quer mapear e tornar pública.
Uma entidade sem fins lucrativos detém a participação controladora. Fundos patrimoniais (Lei 13.800/2019) podem compor a arquitetura, respeitando os limites das fundações no Direito brasileiro.
Classes de ações e uma ação com poder de veto — desvinculada de direitos econômicos e reforçada por acordo — mantêm o controle sobre decisões de missão com quem zela por ela.
Não há figura equivalente ao trust no Direito brasileiro, mas seus efeitos — controle vinculado ao propósito, perpetuidade, impossibilidade de venda — são buscados por combinações de instrumentos domésticos.
Taxonomia dos casos elegíveis
Controle juridicamente separado dos direitos econômicos e vinculado ao propósito, com terceiro independente capaz de impedir a venda e a captura.
Estrutura parcialmente implantada ou em desenho avançado; decisão dos sócios tomada, instrumentos em fase de elaboração.
Mecanismos que aproximam do modelo (golden share, cláusulas de perpetuidade, lucro destinado ao propósito), ainda sem garantir a autodeterminação. Estudado como caso de fronteira.
Parte II · O edital
04 / 11Até seis estudos de caso rigorosos, inéditos e didáticos de empresas brasileiras que protegem seu propósito pela estrutura de propriedade — documentando arquitetura jurídica, governança, decisões de capital e a trajetória humana de cada transição.
04 — O edital
Objetivos específicos
Ampliar e qualificar o conhecimento sobre steward ownership no Brasil, em linguagem acessível a empresas, juristas, investidores e sociedade civil.
Mapear empresas steward-owned e com vocação de transição, fortalecendo o ecossistema prático e acadêmico.
Identificar possibilidades jurídicas concretas de estruturar o modelo no ordenamento brasileiro — e seus limites.
Levantar pontos críticos — regulatórios, tributários, societários — que orientem a agenda de advocacy do movimento.
Critérios de seleção
Público elegível: doutorandos, doutores, docentes e pesquisadores vinculados a instituições de ensino e pesquisa — Administração, Governança, Direito Empresarial, Economia Institucional, Sociologia Econômica, Terceiro Setor e áreas correlatas. Admitem-se equipes interdisciplinares.
05 — Cronograma
Publicação do edital e abertura das inscrições.
Encerramento, validação conceitual e avaliação técnica.
Pesquisa de campo, redação, pareceres e revisão editorial.
Publicação da coleção e seminário nacional de lançamento.
Webinars, podcast e consolidação da rede de pesquisadores.
06 — Governança
O projeto é conduzido em parceria entre a SO—BR e o Instituto Pensi (FJLES). O princípio — coerente com o próprio objeto de estudo — separa com clareza a autoridade conceitual e de curadoria (SO—BR) da supervisão técnico-científica e da gestão executiva (Pensi / FJLES).
Define os critérios de inclusão e a taxonomia, garante a integridade conceitual e o alinhamento com a Purpose Foundation, e guarda a marca e a identidade do projeto.
Supervisão metodológica e acadêmica; padrão dos casos e teaching notes; acompanhamento dos pareceres e das oficinas.
Composição SO—BR + Pensi/FJLES. Define escopo, cronograma, orçamento e parcerias; delibera sobre propriedade intelectual e veículo de publicação.
07 — Como apoiar
Buscamos uma coalizão de apoiadores — institutos, fundações, family offices e pessoas físicas — que complete o orçamento ao lado da FJLES, parceira âncora. Nenhum apoiador tem ingerência sobre a seleção dos casos ou a análise: a independência da curadoria e da ciência é condição do projeto.
Para onde vai o apoio
Faixas de contribuição
Nenhum apoiador tem ingerência sobre a seleção dos casos ou a análise — a independência da curadoria e da ciência é condição do projeto. A FJLES é a parceira âncora.
08 — Legado esperado
O primeiro repositório sistemático de estudos de caso sobre steward ownership no Brasil — e, com ele, uma rede nacional de pesquisadores, empresas e investidores comprometidos com modelos de propriedade orientados por propósito.
O que muda
Para uma família empresária, a pergunta “isso é possível no Brasil?” passa a ter resposta documentada. Para um advogado, há precedentes. Para um investidor, há estruturas de capital paciente. Para a academia, um objeto com dados primários. E para o campo, o que mais importa: prática, não promessa.
09 — Quem somos
A SO—BR consolida no Brasil uma alternativa prática e transformadora de propriedade — inspirada por referências globais como Bosch, Zeiss, Patagonia, Novo Nordisk e Ecosia — em parceria com a Purpose Foundation.
Advogada e fundadora da Lema Gestão de Impacto. Trajetória em direito, governança e estratégia ESG. Embaixadora da Purpose Foundation no Brasil e conselheira do Grupo Gaia.
Co-fundadora da SO—BR, dedicada à construção do campo de steward ownership no Brasil — comunicação, articulação institucional e desenvolvimento do movimento.
Designer estratégico, organizacional e de serviços, e parceiro de concepção da SO—BR. Empreendedor global focado em inovação e regeneração, na interseção entre estratégia, transformação de negócios e mudança sistêmica.
10 — Nossa rede
Conectada à rede global da Purpose Foundation e ao movimento internacional de steward ownership — o primeiro ponto de apoio institucional do modelo no Brasil.
Supervisão técnico-científica e gestão executiva do edital pela Fundação José Luiz Egydio Setúbal — Instituto Pensi, ao lado da curadoria conceitual da SO—BR.
Em parceria com a Purpose Foundation e o movimento internacional, que ancoram o conceito, a rede e as referências do modelo em todo o mundo.
Em diálogo com escritórios de advocacia e investidores alinhados — modelos jurídicos e financeiros que tornam o modelo viável no Brasil.
Organizações e redes
Referências globais do modelo
11 — Contato
Seu ponto de contato no Brasil para a jornada de steward ownership. Apresentamos o edital e as faixas de apoio a fundações, institutos e family offices focados em impacto positivo no Brasil.
Secretaria Executiva · info@so-br.com · Parceira âncora: Fundação José Luiz Egydio Setúbal — Instituto Pensi